Acabamento Gráfico

Produção Semiautomática

A produção semiautomática feita à partir de um equipamento projetado para trabalhar de forma semiautomática. Muitas vezes este processo é interpretado erroneamente como automático.

Neste tipo de produção, é necessário levar em conta a somatória e/ou a aleatoriedade de possíveis interrupções.

Se atentando ao fato de que essas máquinas possuem funcionamentos que exigem o manuseio de um ou mais operadores.

Veja o exemplo de nossa máquina MCE 2G Semiautomática TÜNKERS para encadernação:

Preparação do Equipamento

É importante considerar de 30 a 60 minutos como tempo de preparação inicial:

– A cola precisa ser corretamente derretida;

– O material de reposição precisa estar preparado;

– Se houver mudança de formato, todo o set-up deve ser refeito.

Para mais rapidez no dia seguinte, também é necessário considerar ao menos 30 minutos de encerramento, para:

– Limpeza da coladeira;

– Limpeza da mesa;

– Limpeza dos cilindros de borracha.

Manipulação

O cuidado com a limpeza é fundamental, já que o processo de acabamento gráfico é responsável pelo enobrecimento do produto.

Limpeza é uma condição exposta no valioso guia do SEBRAE no capítulo 5 sobre Como montar uma empresa de encadernação.

Manter as mãos livres de cola no processo de encadernação é uma prática que facilitará a união das partes (papelão + revestimento), ou seja, garantirá que o que foi posicionado manualmente (revestimento) vai ter um bom registro com o posicionado mecanicamente (papelão).

A cola deixa a ponta dos dedos pegajosa e interfere no manejo além de sujar o material que acaba exigindo limpeza posterior.

A dica é manter um pano umedecido sempre por perto!

Utilização de pano umedecido para limpeza da ponta dos dedos.

O posicionamento da folha de revestimento já com cola na mesa é feito manualmente, assim, mesmo a centralização do papelão sendo automatizada, se a colocação da folha de revestimento não for exata nos batentes o registro não ficará bom.

Material

O corte do material deve ser o mais preciso possível. Sabemos que existem erros no corte que se mostram “aceitáveis”, mas que podem prejudicar a encadernação.

Se no meio de uma produção de 4000 capas uma pilha de 1000 revestimentos foi cortada em qualquer um dos lados (direito x esquerdo ou superior x inferior) maior ou menor, no meio da produção, o ajuste da máquina prévio não vai servir e vai exigir correção. Quando essa pilha acabar e uma nova chegar e com cortes corretos novamente deverá corrigir o ajuste fazendo assim 3 set-ups de máquinas para o mesmo trabalho que deveria exigir apenas 1.

O mesmo erro pode se repetir para os papelões, aumentando o número de correções do set-up e perdendo capacidade produtiva.

A dica é exigir um padrão de qualidade no corte para que se faça apenas 1 ajuste de máquina.

Cartão ou Papelão

A movimentação automática de materiais exige características de qualidade que asseguram o bom funcionamento do equipamento, portanto, é necessário mantê-las. A variação de umidade e temperatura pode alterar cartões rígidos (papelão) através do empenamento ou ondulações no material. Controlar a umidade do ambiente em que o material está estocado através de um desumidificador é um método para conter a planimetria do material, no entanto, pouco prática.

Um segundo método orientado pelos próprios fabricantes de cartão/papelão é efetuar o corte do material e embrulhá-lo/empacota-lo para proteger contra umidade e só desembalar na hora de abastecer o equipamento. Na impossibilidade de utilizar esse controle, sugerimos o uso de cartões com alto desempenho que possam manter suas características mesmo com as variações aqui dispostas.

Papel de revestimento

A existência de muitos tipos de papéis e materiais de revestimento nos impede de afirmar que será possível trabalhar com todos. Cuidados indicados no cartão/papelão com controle de umidade e empacotamento, para evitar deformações no material até seu uso em máquina são também aqui indicados.

O revestimento, em sua maioria, é laminado para proteção do impresso, assim é necessário se atentar ao plástico aplicado, certificando-se de que está no sentido oposto da fibra e conferindo se não está demasiado esticado na laminadora o que pode repuxar as pontas das folhas laminadas ou mesmo enrolar todo o papel impossibilitando seu uso em máquina.

Couchê com preferencialmente 150/170 gr/m2 e Percalux são os revestimentos mais comuns, assim, orientamos o uso de materiais similares que possuam características próximas de maleabilidade, porosidade e massa.

Logística

As matérias primas, ou seja, o papelão, o revestimento, a cola, água (se usado cola animal quente) e a capa pronta são itens que devem ser abastecidos e retirados da máquina constantemente durante a produção. Se a empresa considera que os operadores são os responsáveis por toda a logística que envolve a produção, o rendimento vai cair consideravelmente. A dica é admitir que um operador dê suporte e faça essa logística quando for necessária produção máxima. Também é de grande valia realizar rodízio dos envolvidos nessa produção para mantê-los todos treinados com menor esforço físico.

Manutenção

O custo do ciclo de vida pode ser reduzido e eventuais paradas “surpresas” podem ser evitadas com manutenção preventiva. Programe-se para lubrificar, avaliar possíveis ruídos, realizar checagem visual de peças, vibrações diferentes, liberar água condensada no compressor e no manômetro entre outras possíveis prevenções.

Evitando o acúmulo de cola no equipamento de dobra MDA_750

Seguem boas práticas que podem ajudar nesse tema:

1)            Diminuir a quantidade de cola. A camada/filme de cola deve ser o menor possível desde que permita concluir a dobra das abas sem secar.

Quanto menos cola, menor a possibilidade de acúmulo de sujeira.

A cola quente é mais forte e permite trabalhar com uma camada menor.

2)            Limpeza das gotas de cola que ficam na folha de revestimento após a aplicação da cola.

Parece no vídeo que eles já solucionaram isso unindo o papelão na folha com cola em cima de um pano, isso evita acumular cola nos rolos.

3)            Diminuir a quantidade de ponteiras que separam a folha do cilindro (por exemplo trabalhar apenas com duas para que fique com menos gotas na folha.

4)            Diminuir a pressão dos rolos, desde que fique com pressão suficiente para tracionar a capa dura corretamente para frente e para trás.

Diminuir a pressão significa aumentar a distância entre o rolo superior e inferior.

5)            Limpeza do papelão, a poeira (pó) do papelão acumula nas microgotas de cola que podem ficar na borracha.

Limpar o papelão ajuda bastante porque no corte desse material cria-se muita poeira.

Normalmente limpam com ar ou as laterais cortadas com escova.

6)            Pulverizar um pouco de spray siliconado sobre os eixos emborrachados, pode ajudar a acumular menos sujeira.

7)            A folha de revestimento que recebe a cola pode ficar com as abas encurvadas depois de receber a cola, isso varia de papel para papel, varia de gramatura para gramatura e varia de laminação para laminação (plastificação).

Depois de receber cola normalmente o papel deforma na extremidade, se for possível, o ideal é utilizar folhas com gramaturas e laminação que evitem essa deformação, quanto mais plana ficar a folha depois de receber a cola, reduz a chance das abas encostarem no cilindros superiores.

8)            Talvez uma das dicas mais importantes.

Quanto maior a frequência da limpeza dos rolos superiores, menor a chance de acumular bastante sujeira, isso significa que a limpeza ficará bem mais rápida do que deixar para limpar somente 1 ou 2 vezes ao longo do dia.

9)            Utilizar água morna na limpeza dos rolos torna o trabalho mais fácil, mas sempre com o pano apenas úmido, não molhado!

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